Publicado por: hipoglicemico | abril 29, 2008

hard candy

Hoje chega ás lojas americanas, o novo álbum da madonna. Em geral, recebido com críticas que vão do bom ao ótimo. Até agora a única exceção foi do all music, que achou ruim.

Tá na hora de mostrar se essa longa história de yo! colou ou não.

Então, aí vai minha modestíssima análise, faixa a faixa.

candy shop: a mesmíssima versão que já tinha vazado quase 1 ano atrás. Funciona bem como a “intro” do álbum.

4 minutes: já falei mal dela aqui. Claro que passado um mês, já assimilei por osmose, e se você estiver na balada bêbado, é válido.

give it 2 me: nesse caso, vai dar prá descer até o chão, mesmo que você não esteja bêbado.

heartbeat: a princípio chatinha. Mas a cara anos 80, e o refrão grudento compensam.

miles away: parece uma nova versão de várias outras canções dela própria. Tem a mesma vibe de love profusion, por exemplo. Boa.

she’s not me: a campeã! A faixa mais bem resolvida musicalmente.

incredible: é o tipo de música que depois que você se acostuma, até passa a gostar. O problema é querer se acostumar…

beat goes on: madonna não iria fazer um featuring com um rapper qualquer (ney yo? akon? lil whatever??), então o kanye veio dar um upgrade.

dance 2night: numa vibe michael jackson off the wall, é (mais) uma repetição de clichés r&b .

spanish lesson: de tão ruim, é interessante. Acho que serve prá mostrar o humor dela.

devil wouldn’t recognize you: sabe cry me a river? então… já visualizou o vídeo?

voices: madonna tem um sério problema com as faixas que terminam seus álbuns. E essa não é exceção.

Prá mim, que temia o pior, posso dizer aliviado, que gostei. Apesar das ressalvas, é melhor que confessions on a dancefloor, que tem umas 5 faixas muito boas e todas as outras são esquecíveis.

Sim, hard candy é meio pastiche de tudo o que os produtores (timbaland, pharrel, whatever) já fizeram. Mas ainda é a madonna. Ela soa convincente. Não virou a nelly furtado, nem nada do tipo.

O grande problema, é que perderam o bom senso em detalhes. Quase todas as músicas são desnecessariamente longas, rolam umas mudanças bruscas no andamento, e quando você vê, a faixa bateu nos 6 minutos. E música pop de 6 minutos não dá.

Há uma certa pretensão nos arranjos também. Muito batuque, muito barulho, muito apito. Soa irritante.

Ainda assim, consigo enxergar pelo menos uns 5 hits no álbum. Talvez eu esteja exagerando, mas se os americanos se empolgarem, é provável que ainda ouviremos muuuito dessa senhora pelos próximos anos.

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Publicado por: hipoglicemico | abril 25, 2008

apenas uma vez

Passei quase uma semana tentando escrever um texto sobre once sem cair no lugar comum. Tentando ser original.

Tentando não falar das canções maravilhosas, especificamente da vencedora do oscar falling slowly.

Tentei não comentar o poder de entrega dos atores num projeto tão barato, e tão bem sucedido comercialmente e criticamente.

Procurei brechas para criticar certas passagens do roteiro. Achei algumas, irrelevantes.

Não pretendia comentar que chorei pelo menos umas 4 vezes durante os 85 minutos. Algo que não acontecia pelo menos desde closer

Enfim, me rendi ao hype.

Once é tudo aquilo que você e eu já lemos.

Tem que ver.

Publicado por: hipoglicemico | abril 12, 2008

álbuns do outono

Os 10 álbuns mais esperados da estação.

tokyo police club

“elephant shell” 22/04

É normal que você, assim como eu, se lembre de apenas 2 músicas da estréia do tpc. Eles prometem mudar isso agora (tá, eles não prometem, mas acho que desejam né?).

madonna

“hard candy” 29/04

Desconfiança, expectativa e medo (no meu caso)cercam o último lançamento pela warner. De qualquer maneira, com seus 50 anos nas costas, ela demonstra uma vontade imensa de fabricar mais um álbum hit.

portishead

“third” 29/4

Após um hiato de 10 anos, vão precisar suar para mostrar que ainda são relevantes. Porque o portishead é uma dessas bandas que só vive se tiver credibilidade.

death cab for cutie

“narrow stars” 13/05

É certo que deve existir mais expectativa em torno do 2° álbum do postal service, do que da banda principal. Mas plans (2005) vendeu quase 1 milhão de cópias, então eles tem que aproveitar o momento.

scarlett johansson

“anywhere i lay my head” 20/05

Isso me lembra quando a bjork resolveu virar atriz em dançando no escuro. E assim como aconteceu com a islandesa, acho que nesse caso também não vai colar.

alanis morissette

“flavors of entanglement” 10/06

Alguém ainda vai comprar um álbum da alanis? Por mais que eu goste, ela vai ficar para sempre como um ícone da década de 90. Guy Sigsworth veio prá tentar dar uma levantada.

coldplay

“viva la vida or death and all his friends” 17/06

Com o pior nome de álbum do ano, e depois das críticas merecidas de x&y, o coldplay jura que vai lançar um clássico. Mas eles sempre juram.

missy elliot

untitled 17/06

Sempre dá prá confiar na missy elliot. Nem que seja prá ouvir muito apenas umas 3 faixas de cada cd.

weezer

“red album” 17/06

A estréia da banda com o blue album (1994), e o green album de 2001 provam que sempre que o weezer lança um álbum homônimo dá certo.

wolf parade

“kissing the beehive” 17/06

Com a sensacional estréia em apologies of queen mary (2005) no currículo, agora é a hora desses canadenses se fazerem notar. ou não.

E ainda:

jamie lidell “jim”, jakob dylan “seeing things”, the cure e ben folds.

Publicado por: hipoglicemico | abril 1, 2008

four minutes

four minutes

Time is waiting
We only got 4 minutes to save the world
No hesitating
Grab a boy, grab a girl
Time is waiting
We only got 4 minutes to save the world
No hesitating
We only got 4 minutes, 4 minutes

Eu daria um subtítulo para o novo single da madonna: four minutes (to get disappointed).

Levando em conta que o primeiro single de um álbum é a provável melhor faixa, posso dizer que pela primeira vez na vida eu não estou ansioso pelo novo trabalho dela. Nem eu, nem o crítico da entertainment weekly.

 

É um pouco triste, já que desde que eu me entendo por gente, cada single de lançamento de um álbum da madonna, era um evento que servia para atiçar mais ainda a expectativa que todos tinham (tem).

 

 

Four minutes é medíocre do começo ao fim. Começando com aquela “intro” tipicamente timbaland (e porque não começaria?), passando pelo refrão preguiçoso e bobo, que em nenhum momento dá vontade de cantar junto (saudade de hung up já!), até o final com mais uma participação desnecessária do produtor queridinho do mundo pop.

Justin não compromete, e assim como o resto, não empolga. Madonna canta, mas não muito… Como alguém já disse, é timbaland/justin demais e madonna de menos…

 

 

A justificativa de enveredar pelo hip hop porque ela quer alcançar mais o público americano que esnobou seus últimos álbuns, não confere. O subestimado american life não foi bem em lugar nenhum (a não ser na frança), mas confessions on a dance floor teve uma repercussão excelente, e (mesmo sendo boicotado pelas rádios) vendeu quase tanto quanto a bola da vez, nelly furtado, que teve uma penca de singles de muito sucesso. Hung up e sorry já estão no (in)consciente coletivo, e claramente se tornarão clássicos (uma vez que clássico é um conceito que precisa de tempo).

 

 

E four minutes? Se fizer sucesso, o que depois de apenas uma semana de lançamento já indica, entra prá lista de mais um sucesso de madonna, porém sem o menor brilho, sem aquela sensação de ficar na história. Porque uma coisa que a carreira de madonna comprova é que pop para ela nunca foi sinônimo de descartável, ao contrário da maioria das coisas com a carimbo de timbaland. Pussycat Dolls? Alguém?

 

 

Mesmo não torcendo contra, afinal o que melhor toca nas rádios hoje em dia? Um possível fracasso de four minutes, me deixaria mais aliviado, provando que eu não sou a única pessoa com senso crítico no planeta.

 

Publicado por: hipoglicemico | março 25, 2008

janela indiscreta

rear window

 

Para alguém cujo livro de cabeceira é a edição da entrevista que françois truffaut fez com alfred hitchcock, pode parecer improvável ou contraditório que eu nunca tenha assistido janela indiscreta.

 

Até ontem.

 

Levando em conta que hitchcock, tem cerca de 60 filmes, e que os primeiros, ainda rodados em sua inglaterra natal, são mudos, até é admissível.

 

Quase toda a trama é mostrada a partir do ponto de vista de L.B. Jeffries, que, com a perna quebrada, passa os dias dentro de seu apartamento, com vista para os apartamentos dos vizinhos. Um acontecimento o faz suspeitar que um de seus vizinhos matou sua mulher. A partir daí, ele vai contar com a ajuda de sua namorada Lisa e de sua enfermeira Stella ( excelente atuação de thelma ritter) para provar que o homem é um criminoso. Mesmo sem botar os pés (o pé no caso) prá fora de sua casa.

 

Fato é que por algum motivo meus filmes favoritos do diretor são aqueles em que uma mulher protagoniza, o que não é o caso aqui. O bom é que grace kelly (i could be brown, i could be blue), mesmo coadjuvante, consegue atrair tanta atenção quanto james stewart, o preferido de hitch, por personificar o homem comum como nenhum outro em seu tempo. Ele ainda está em festim diabólico (meu preferido com ele), o homem que sabia demais e um corpo que cai.

 

james stewart

 

 

A fotografia que permite vermos todos os vizinhos e situações do ponto de vista de stewart, e a direção de arte sensacional, que mostra todos os apartamentos á sua frente (o interior, inclusive) garantem quase duas horas do melhor que um filme de suspense pode proporcionar, pelo melhor dos diretores.

 

Para não variar, hitchcock não levou o oscar de direção. O filme ainda foi indicado para melhor roteiro, fotografia e som.

Publicado por: hipoglicemico | março 21, 2008

6 cantoras

As melhores cantoras “novas”, e um breve comentário sobre elas.

AdeleAdele “19″
19 anos

álbum de estréia: 19 – No 1 UK

hit: chasing pavements – No 2 UK

o que o
AMG disse: What’s simply awesome on 19 is its capability to capture the listener through mere teasing; Adele doesn’t shout for attention, and doesn’t rely on anyone but herself to prove she’s worth it, in the same vein as Sara Bareilles, another heavily praised artist of 2007.

Sara Bareilles
28 anos
Sara Bareilles “little voice”
álbum de estréia: careful confessions (2004)

álbum recente: little voice (2007) – No 7 USA (até agora)

hit: love song – No 4 USA (até agora)

o que o
AMG disse: The songs are sultry and generally upbeat, and delivered in a soulful manner with polished production and arrangement, but her X factor is in her ability to make it all sound unforced and very, very easy.

DuffyDuffy “rockferry”
23 anos
álbum de estréia: rockferry (2008) – No 1 UK
hit: mercy – No 1 UK
o que o Observer disse: Say hello to Duffy, the 23-year-old singer born Aimée-Ann Duffy who is, as countless pundits have declared, the Sound of 2008, the New Amy Winehouse, or simply the Welsh Adele.


Laura Marling
18 anosLaura Marling “alas i cannot swin”
álbum de estréia: alas, i cannot swim (2008) No 45 UK
hit: ghosts
o que o AMG disse:
There’s every chance that Laura Marling will get lost in the shuffle as the unexpected commercial success of Feist´s the reminder leads major labels to unleash hordes of similarly talented female singer-songwriters, but Alas I Cannot Swim is far better than the average coffeehouse-endorsed girlypop.


Ingrid MichaelsonIngrid Michaelson “girls & boys”
29 anos
álbum de estréia: slow the rain (2005)

álbum recente: girls and boys (2007) No 63 USA

hit: the way i am – No 37 USA
o que o
Blog Critics Magazine disse: Although the main theme of the album is relationships, mostly failed ones, Michaelson manages to touch on varied emotions with an honesty that veers around the uncomfortable, get-me-some-prozac-and-Ben-and-Jerry’s-stat whining, and drives to the purely relatable.

Róisín Murphy Roisin Murphy “overpowered”
34 anos

álbum de estréia solo: ruby blue (2005)

álbum recente: overpowered (2007)No 20 UK
hit:
let me know – No 28 UK
o que o
Pitchfork disse: She’s funny, clever, heartbreaking, and strident, the kind of disco singer Dusty Springfield never quite had the abandon to become. At times, however, she’s almost too willing to play it straight.
ps: sim, ela já tem 34 anos, está no seu segundo solo e era vocalista do Moloko. Mas ainda tem um “ar” de novidade (prá mim, pelo menos).

Publicado por: hipoglicemico | março 18, 2008

life on mars

Acabei de assistir o primeiro episódio de life on mars, série britânica exibida entre 2006 e 2007 na BBC.
O piloto consegue uma coisa que a maioria não consegue: fazer você realmente querer assistir até o fim. E são apenas 2 temporadas com um total de 16 episódios.

life on mars

A premissa é a seguinte: em 2006, o policial Sam Taylor sofre um acidente de carro, ao som de (adivinha) life on mars de david bowie, e “acorda” em 1973. Com isso, surgem 3 hipóteses:

1) ele está em coma (o que o 1o episódio sugere)
2) ele viajou no tempo (uma coisa meio lost)
3) ou ele simplesmente está louco.
O mais interessante na série é que ela não somente é uma trama de mistério, mas já em seu piloto mostra uma força dramática interessantíssima.

Sam está recém separado de sua namorada e colega de trabalho, mas ainda a ama (a cena pré-acidente é bem triste). Em 1973, ele também conhece uma mulher, Anne Cartwright, policial, que o ajudará a descobrir o que está acontecendo, e provavelmente se envolverá romanticamente.

Life on mars, venceu o Emmy Internacional de melhor drama, gerou um spin-off, Ashes to Ashes, atualmente em exibição na Inglaterra, e vai ganhar uma versão americana ainda este ano na ABC.

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